
Ainda estou meio incrédulo...
Diz Rita Bastos, Presidente da Associação de Professores de Matemática,que "
os exames prejudicam o ensino da Matemática".
Cara Rita Bastos, no meu caso, agradeço muito o facto de ter
evoluído num sistema de ensino que me submeteu, desde tenra idade, a uma infinidade de exames de Matemática.
O tempo de estudo que antecede um exame é a altura ideal para se fazer o balanço do que se aprendeu e do que não se percebeu tão bem, de colmatar lacunas, consolidar conhecimentos, treinar capacidades de cálculo e de raciocínio, dialogar com os colegas com objectivos comuns, questionar os professores de maneira mais aprofundada, interagir mais com eles...enfim, aprende-se muitas vezes mais em três semanas de revisões do que num período lectivo.
A
posteriori, depois dos resultados
saírem, um aluno pode identificar os seus pontos fracos, perceber onde deve de futuro insistir mais, como pode melhorar o seu método de estudo,...etc.
Por outro lado, como se pode, sem avaliações, identificar o que vai mal e o que vai bem no ensino? Como pode alguém que nunca foi avaliado melhorar-se a si próprio? Como se pode saber quem merece um diploma e quem se deve esforçar um pouco mais antes de o obter?
Será que a APM também é contra os exames médicos? Será que a angústia do exame e da espera pelos resultados pode piorar o estado de saúde do doente? Será que um bom médico precisa mesmo de exames para diagnosticar os seus doentes?
Esta declaração da presidente da
APM é das mais irresponsáveis que tenho visto, mesmo comparando com as habituais declarações funestas da
APM e da Sociedade Portuguesa de "Ciências da Educação", que está para a
APM como o IRA está para o
Sinn Feinn.
Pergunto-me se estas instituições estão propositadamente a destruir o Ensino ou se é mesmo só simplicidade de espírito e
subserviência a (algum) poder político, que quanto mais puder melhorar as "estatísticas", aprovando alunos sem os avaliar, melhor.
APELO AOS PROFESSORES
A esmagadora
maioria dos professores são sérios e dedicados. Procuram ensinar e não desinformar os seus alunos. Preocupam-se genuinamente com eles e com o seu futuro. Porque não correm com estas pessoas da Direcção da
APM? Nas próximas eleições, façam uma lista independente, digam não aos "pedagogos" e aos "cientistas do ensino". Defendam o ensino e os alunos.
Nota: Não sou nem Professor do Ensino Básico e Secundário nem sócio da
APM.